Violência Física vs. Violência Psicológica

Esta será uma viagem por dentro de uma casa - não, não é a mais vigiada do país, é aquela que vive dentro de nós e que muitas vezes quer as nossa vontades prevalecidas, mas também nos provoca ilusões de pensamentos que jamais seriam praticáveis. A nossa mente.


Muitas vezes, parece que estamos num mundo independente. Diferente daquele que os outros vivem. Será uma coisa má? Individualismo? Egoísmo? Ou simplesmente a nossa forma de viver?


Todos nós sentimos de forma diferente, temos gostos diferentes, ouvimos músicas diferentes e vestimos roupa diferente. Não é uma coisa má, chama-se identidade - essa que muitas vezes quase que é aniquilada pelos media, pela informação que nos impõe na televisão, na rádio, no youtube…


Enfim! Quase parece que aquilo de que falam é obrigatório nas nossas vidas.


Usar umas sapatilhas da “Fila” é normal, falar “contra” algum assunto é natural, ouvir música pop é tendência - parece que isso às vezes se sobrepõe àquilo que somos e ao que queremos conquistar!


Perdemo-nos tanto em tudo que se passa à nossa volta, que aquilo que se passa connosco, passa para 2º plano muitas vezes! Não está certo!


Temos simplesmente de nos importar connosco! Se não o fizermos, ninguém o fará com certeza, de uma forma tão generosa como nós próprios.


Por exemplo: Não é importante para ti seres ouvido? Seres lembrado? Valorizado?


Então, se queres sentir isso, tens de ser a 1ª pessoa a fazê-lo!


Nem sempre o que te dizem que veem em ti é aquilo que tu és - Isso é apenas a perceção que as pessoas têm de ti e isso não te define, ok?


Mas porque estou a falar de tudo isto?


Porque antes de saberes lidar com os outros e teres relacionamentos, de amizade ou amorosos, tens de gostar de ti, valorizar a pessoa que és, honrar o caminho que fizeste até aqui…


Deves sentir-te bem contigo, com todos os teus defeitos, pensamentos, qualidades e ações.


Às vezes está tudo bem, se não estiveres bem. Isso faz parte do processo!


A violência é algo complexo de lidar. Seja ela física ou psicológica.


Muitas vezes a violência física é falada como uma consequência de uma violência psicológica. Nem sempre é assim, mas quase sempre se revela depois de palavras amargas, mal sentidas e mal vividas.


Muito se fala destes dois temas em torno da violência doméstica e do bullying - mas são bem mais do que isso.


Uma pessoa quando dá nomes às “coisas” parece que as banaliza demasiado. Não são apenas temas a abordar, são vidas que estão em causa, a honra e dignidade das pessoas que se evapora com tantas palavras “mal amanhadas” e atos inglórios. Diariamente.


Falemos de valores reais, em 2019 mais de 29 mil pessoas foram vítimas de vários tipos de violência, um aumento de mais de 40% em relação ao ano de 2018 - estas terão sido registadas em apenas uma instituição que apoia vítimas de violência.


É muito? É pouco? Não importa. As vítimas existem.


São mais homens? Mais mulheres? Não importa. Existem.


Quando uma pessoa é vítima de violência psicológica não sente que o é, a não ser que alguém lhe diga muitas das vezes que ela está diferente, que a sente mais em baixo, mais triste, com menos vontade para o seu dia a dia.


Este tipo de violência é muito silenciosa, como se o vento forte fosse uma pequena brisa que passa por ti, te dá um ar fresco em pleno verão e que passa por ti sem o sentires verdadeiramente.


A seguir a essa brisa, pode vir uma tempestade, não sabes!


Pode vir um dia de sol, com passarinho a sobrevoar os céus, com intenções primaveris, mas a verdade é que estás em pleno inverno no teu interior, com uma vida aglomerada de trovoadas e raios que te deixam ver uma luz repentina e que desaparece no meio das nuvens, que se “evaporam” no escuro do céu.


Esta pessoa és tu, quando estás em plena violência - não deixes que essa tempestade entre no teu mundo de sol e verdade.


A consequência dessa tempestade, pode ser muitas coisas…


Mas na maioria, é a violência física, essa sim, é sentida, fortemente, na tua pele, no teu corpo, na tua vida.


Afeta os teus pensamentos, a tua personalidade, a tua dignidade, a tua verdade, os teus valores e o teu propósito.


Um “abanão” mais forte, pode arrancar-te a alma, pode levar-te a pensar coisas sobre ti que não são reais, que não são tu. São tudo menos tu.


Do outro lado, está a alguém que comete essa insatisfação pela vida em ti. Não é por ti - porque ela não está bem com ela própria sabes? Algo não está bem com ela.


Devemos desculpá-la? Não. Não. Não existe desculpa possível para algo que não tem qualquer explicação.


A violência, seja de que natureza for, não merece ser respeitada, deve ser bloqueada, apertada como um abraço forte que não apetece largar.


Violência é frustração, é uma luta de sentimentos antigos que vêm à tona e que escolhem maus caminhos para um fim menos bom.


Afinal, o que somos nós? Um ser humano? Um ser sem fundo? Um puro vazio?


Não é a vida que nos leva, somos nós que levamos a vida à frente.


Violência não é razão é uma insatisfação que merece correção!


Não digas basta, nem chega à violência…


Para de vez com ela, respeita-te e faz prevalecer os teus valores, como pessoa, como ser humano. Denuncia.


Já é tempo de viveres e não, sobreviveres!


Nesta casa que é a nossa mente, temos de nos sentir realizados e concretizados. Torna esse o teu propósito de vida. Sê feliz ao máximo e não deixes que digam o que é melhor para ti. Escolhe seguir os teus sonhos! Sempre.


Texto: Marta Caldeira Cardoso



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